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PANDEMIA TORNA SESSÃO DO HOLOCAUSTO VIRTUAL



PANDEMIA TORNA SESSÃO DO HOLOCAUSTO VIRTUAL
Publicado: 28/04/2020


Por conta do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, a sessão anual que lembra as vítimas do holocausto judeu foi realizada de forma virtual, na noite da última segunda-feira (27/04). Todos os participantes em suas casas e uma cerimônia mais rápida e simples foram a soluções encontradas. Entre outras personalidades participaram o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta; Dom José Francisco Rezende Dias, arcebispo metropolitano de Niterói; Arnon Velmovistky, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj); Jaime Baron, presidente da Sociedade Hebraica de Niterói; e Freddy Glatt, que comanda a Associação dos Sobreviventes do Holocausto do Rio de Janeiro – Sherit Hapleitá.

Realizada há 13 anos pela Câmara de Vereadores de Niterói, sempre no mês de abril, foi, pelo oitavo ano, presidida pelo vereador Bruno Lessa. A sessão solene também contou com a participação do vereador Leandro Portugal. Integrante do calendário oficial da cidade o evento é feito em memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

O arcebispo do Rio saudou as entidades judaicas e pediu comunhão entre os povos para que atos insanos não ocorram mais.

- O isolamento e a tragédia da pandemia que vivemos deixa à mostra a fragilidade do ser humano, reforça a necessidade de respeitar o outro e de cultivar a paz entre os povos, as raças, as religiões e os que pensam de forma diferente – disse Dom Orani.

Arnon Velmovistky, da Fierj, lembrou que entre os 11 milhões de mortos na Europa durante a guerra, seis milhões eram judeus, sendo um milhão de crianças. Os outros cinco seriam negros, ciganos, deficientes físicos, homossexuais e outras minorias. O arcebispo de Niterói disse que o momento é "para lembrar dos esquecidos" e que "é preciso ter cuidado com a paixão pela mentira e com o ódio levado ao extremo adotado pelo nazismo" para que "não sejamos irracionais e desumanos".

O sobrevivente dos campos de concentração, Freddy Glatt, deu seu depoimento e todos cantaram o Hino dos Partisans com a cantora Varda Usiglio. Coube a Edna Graber, vice-presidente da ADAF (Associação David Frischman de Cultura e Recreação), acender as seis velas representando, juntas, os seis milhões de judeus e Jacob Lipster, do Centro Israelita de Niterói, fez a prece em lugar do rabino Eliezer Stauber, que não compareceu por motivo de saúde.

O evento, organizado por Rolande Fischberg, da ADAF, tem apoio do Memorial Judaico de Vassouras, da Associação David Frischman, da Organização Feminina Wizo-Centro Scylla Scheneider de Niterói, com apoio da Fierj. Antes mesmo da Organização das Nações Unidas (ONU) fixar uma data em lembrança ao Holocausto, a Câmara de Niterói, em 2006, transformou em lei uma iniciativa do então vereador José Vicente Filho, tornando obrigatória a sessão solene anual em memória às vítimas.

Também participaram de forma virtual Anna Bentes Bloch, que conduziu os trabalhos, Elizabeth Mocny, Ester Zucker Suchmacher, Luiz Benyosef, Guta Fridman, Julio Dahis, o pastor Silas Esteves e Jaime Baron, entre outros. Bruno Lessa, ao encerrar a solenidade, ressaltou que "esta é uma cerimônia extremamente importante, que tenho a honra de presidir e sempre gosto de dizer que precisamos lembrar o passado para evitar a repetição dos mesmos erros no presente: Holocausto nunca mais".

ASCOM Câmara de Niterói